Era a hora da minha folga.
Saí do Golden Gate depois do almoço para ir a casa como era meu hábito.Estávamos no Verão,quase não se via ninguém na rua.Ao passar no Largo do Colégio na placa central reparei num Senhor ceguinho com uma bengala na mão que andava com uma rapidez pouco habitual dada a sua condição.Sem deixar de andar con-
centrei-me naquela figura.;ia tão distraida que só voltei à realidade quando de repente choquei com uma coisa
de tal forma violenta que fiquei com um galo na cabeça.Parei e quando consegui abrir os olhos reparei que tinha chocado com um candeeiro de rua.Eu não queria acreditar!Fui eu que choquei com o candeeiro e o cego era ele! Fui a rir até casa.Quem se cruzou comigo deve ter pensado coisas lindas a meu respeito.Mas não havia nada a fazer! Só de imaginar a minha figura cada vez ria mais.Será que é só comigo que estas coisas acontecem? Que não é normal,não é!
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